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Minibio

São José dos Campos, 1990.

Graduado em Multimeios e mestre em Semiótica pela PUC-SP, Bito é artista e pesquisador indisciplinar. Investiga estéticas relacionais, artes corporal e conceitual, construção de memórias, erotismo e sexualidades. Suas produções envolvem performances, instalações, audiovisual, fotografias e atualmente se articulam em duas frentes principais: arte relacional e arte obscena. Se interessa por fabulações, por futuros possíveis e por mundos mais que humanos.

Statement

Em meu trabalho, a relação é matéria-prima, estrutura, discurso e política. Construo dispositivos relacionais baseados em aproximações horizontais e não hierárquicas entre artista e público, assumindo o risco, a conexão e o desejo como caminhos de criação coletiva. Investigo como experiências coletivas podem produzir obras de arte relacionais, nas quais a autoria é compartilhada e a memória se constitui como acervo vivo.

Meus processos de criação são indisciplinares e se articulam a partir das artes performativas e da fotografia. O corpo — o meu e o do público — opera como dispositivo disparador dessas relações, atuando como agente, mediador e testemunha dos processos de criação. Proponho acontecimentos que convocam o público à presença e à participação, assumindo-o como coautor e cúmplice na construção das obras e de suas memórias.

Desses acontecimentos, emergem obras que se configuram como experiências simbólicas, afetivas, sensoriais e, muitas vezes, intangíveis. Cada ativação gera uma obra singular, produzida a partir das memórias compartilhadas e da circulação dos dispositivos relacionais. Experiências que se somam como um corpo de trabalho vivo, constituído pela repetição, pela variação e pela construção coletiva de sentidos.

Em diálogo com a arte relacional, investigo o erotismo e o obsceno como estratégias de deslocamento e criação. O erótico opera como método, ativando o desejo como impulso relacional e processo criativo, enquanto o obsceno atua como transgressão das convenções estéticas, morais e imagéticas que regulam os corpos. Ambas as frentes se aproximam e se distanciam de forma fluida, tensionando limites entre corpo e imagem, prazer e criação, e revelando o desejo como potência política e poética.

Minha prática se insere no campo da arte contemporânea como investigação das relações entre corpo, desejo e memória, operando a arte relacional e o erotismo como dispositivos de criação coletiva. A partir dessas práticas, me pergunto quais mundos possíveis podem ser construídos hoje por meio da criação de memórias coletivas e da experiência compartilhada do desejo. Meu trabalho se configura como um convite à construção conjunta de obras e de relações, nas quais a experiência vivida — para além de qualquer objeto — se torna memória, rastro e continuidade.

Exposições

[2025]

_ZINE Fotobeco - Selo Vertigem & Galeria Sérgio Silva, São Paulo - Brasil

[2025]

_4º Festival Vórtice, São Paulo - Brasil

[2023]

_Início, meio e início [coletiva] - Instituto Tomie Ohtake, São Paulo - Brasil

Grupo de Estudo em Arte Contemporânea: Encorpando Processos Criativos com Amanda Melo e Virgínia de Medeiros

Formação

2022_2024

Pontifícia Universidade Católica de Sâo Paulo - PUC-SP

_Mestrado pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Semiótica

2018_2022

Pontifícia Universidade Católica de Sâo Paulo - PUC-SP

_Graduação em Comunicação e Multimeios

2008_2009

SENAC São José dos Campos

_Design Editorial Aplicado a Projetos Gráficos

 © 2025 por Gabriel Augusto

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